quinta-feira, 21 de março de 2013

Assim a deriva

O  rancor invade minha alma
um despertar de nada
um vazio profundo
peregrino em devaneio
me leva para o além
num oceano imenso
de desilusões 

Vejo o tempo a passar
devorador de sonhos
portas se fecham
penso que existo
porque assim
assim se vive
porque tem ser assim

Este rancor
este incógnito destino
apenas recordações
do que poderia ser
se assim fosse

Destino traçado
ódio de ter vivido   
labuta  cotidianas
esquecendo de mim
havia mundo
atrás de um mundo
e agora e agora  

Divago historias mortas
lembranças de outrora
nos cantos em avesso
me vejo sozinho
a deriva
envolto em abstrações  
                                                                                                      Paulo knop - 03/ 2013

domingo, 17 de março de 2013

A inveja

http://artodyssey1.blogspot.com.br/2010/12/mario-donizetti-mario-donizetti-23.html
 A inveja
nada  lhe agrada
a não ser
o que pode ser
tirado dos outros
O veneno alimenta
a cobiça sua razão
abominável e selvagem
insaciável busca do alheio
do querer por querer
Cega  histérica desprezível
invisível  fria - sem rosto
dilacera as virtudes
entranha nas almas dos puros
apenas por inveja
            Paulo Knop   03/2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

Tu mulher


http://pinturama.atspace.com/Abstrato_-_100_Quadro_-_Deusa_Themis.JPG
Es tu mulher
a flor mais sublime
luz que fecunda a razão
que aflora em todos nos
e nos traz ideal de vida

Tu mulher
de forma intensa, meiga e bela
trabalha, mas nem sempre ganha
se apaixona, mas também odeia
ver nascer, mas também vê morrer
vive para todos,  mas vive solitária
chora, ri, sofre e se diverte

És tu mulher
essência da vida humana
alma e coração
desencadear de emoções
em sua magia de amar
em seu universo é único
es absoluta

Não basta o dia
exaltar as virtudes e beleza
enquanto muitas são maculadas
ferem a carne
tiram o pão, matam os filhos
não querem apologia
exigem respeito
                                                        


                                             Paulo Knop  <><  Mar 03 /2013

sábado, 2 de março de 2013

A beleza em Si

http://surfwithberserk.com/smoke-art
Contemplar a beleza
as formas perfeitas e harmoniosas
apoteose dos sentimentos
a beleza que nos faz regozijar
a beleza o poder que encanta


Encantar-se  com a beleza
a beleza da benevolência
a beleza interior
a beleza da alma
a beleza da manhã 


Se fascinar com a beleza 

a beleza da mulher
em todo seu explendor
a beleza da arte no sentido mais puro
a beleza de um ideal simples e sereno
a beleza do caminho da bondade


Em te não perderás a beleza
a beleza oculta
a beleza em si
que está em si
basta descobri-la 
 
                                                                       Paulo Knop -  03/2013      





Descobrir a beleza da harmonia    
 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Banalidade da Marte

Banalizaram a morte. 
Simplesmente se mata. 
Se mata com ou sem motivo, por sete reais, por quebrar um para-choque ou um retrovisor, se mata eletronicamente nos games. Nos filmes ,quanto mais morte, melhor. 
Mata-se com os carros importados, se mata pela displicência em duas rodas, se mata por timidez ou por razões que a própria razão desconhece. 
Apenas se mata. 
Mata-se por dinheiro, por diversão, por torcer por um time de futebol, ou se deixa queimar jovens vidas, apenas por diversão.
Irracionalmente se mata, por corrupção, por desamor pela vida  e pelas pessoas.
Se mata de medo ou se mata pelo medo de morrer.
Não se pensa no matar, no tirar a vida, nas famílias, na perda abominável irreparável.
A morte dá lucro. Vende-se mais jornais, aumenta audiências nos programas de TV e nas rádios. Nas igrejas aclamam-na, a busca de mais 'fiéis' ou do perdão por toda eternidade. 
A morte não é solução para vingança, por ter raiva, ou ser traido, por sentir ciúme, pra se fazer justiça ou pelas desilusões que a vida nos traz.
Viver é deixar viver. Eis a questão. Viver não é sofrimento, não é temer a morte a todo instantes. Temos de ver a morte como apenas morrer no findar de uma vida, que se viveu em paz e deixar - nos morremos tácito.

                                                         Paulo Knop - fev/2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Benevolência

Tácito  momento
impunemente reflito
a benevolência

Um dom
sóbrio e virtuoso
dádiva divina
enaltece  a misericórdia

Complacente
com as diferenças
insigne sentimento
linha do imaginário
divide o bem e o mal
a luz e a escuridão

Decoro da alma
magma da consciência humana
encômio ao benevolente
meu espírito segue ávido
em sê-lo

                                                                                         Paulo Knop  - fev-13



“O tolo não tem prazer na sabedoria,  só se manifesta com aquilo que agrada o seu ego”
                                                                                      Provérbios 18:22

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Por Capricho


http://frayco.blogspot.com.br/2012/11/abel-manta.html

Sinto-me
o ultimo de uma geração
Recordações
de um mundo inexistente
lembranças do simples
de um mundo simples

Hoje  digitalizado
rápido
frio  e  acalorado
barulhento e mudo
tudo  ao mesmo tempo

Não se diz
não se escuta
não se olha
procura-se
o ter
não se contempla
não se contenta

Meu destino
vagas lembranças
mansas
simplesmente se vão
assim se afastam
as desilusões
sem temor
se vão
apenas por capricho

Paulo Knop  - fev-13

Por Capricho


http://frayco.blogspot.com.br/2012/11/abel-manta.html

Sinto-me
o ultimo de uma geração
Recordações
de um mundo inexistente
lembranças do simples
de um mundo simples

Hoje  digitalizado
rápido
frio  e  acalorado
barulhento e mudo
tudo  ao mesmo tempo

Não se diz
não se escuta
não se olha
procura-se
o ter
não se contempla
não se contenta

Meu destino
vagas lembranças
mansas
simplesmente se vão
assim se afastam
as desilusões
sem temor
se vão
apenas por capricho

Paulo Knop  - fev-13

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Suave transparência


Dentro da suave transparência
do espelho
contemplo teu olhar 
tua nudez  brilhante
êxtase que fascina

Seios nus
delicada fragrância
luz que oscila
negrume que tudo aprova
suaves murmúrios
da ação secreta

Seu corpo
seus úmidos segredos
gemidos se amplificando
ecoando na penumbra
incógnita amante

Sem medo
exala perfume que seduz
volúpia ardente
assaltara meus sentimentos
ao emudecer da noite
no escuro do quarto.

                                                               Paulo Knop - Jan-2013


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Perfeito em dois

http://virginiapalomeque.blogspot.com.ar/search?updated-max=2010-08-27T11:17:00-03:00
ele e ela
eu e você
assim único
apenas um casal
um, perfeito em dois

os segredos entre quatro paredes
tudo se assume, tudo vale
abraços  que entrelaçam
cumplicidade dos desejos
o prazer contíguo

anseios divididos
sonhos compartilhados
tristezas,  que se consolam
olhares que se enlaçam
palavras nos gestos
caminhar  tácitos
  
  Paulo Knop - 01/2013

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ter-te


nadirzenite.blogspot.com

Em te
em teu seio
me vergo de alegria
rasgo o ar
eco de ternura
sussurros
o  perfume do momento
vão acordando
na caricias da manhã
sua fase  meiga
afeição dedicada
razão de cada dia
guardo em minha alma
o prazer em ter-te
inconfessável, inexplicável
simplesmente porque te amo
assim simplesmente 


                Paulo Knop -  01/2013


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Biscoito de Polvilho da Vó Ana.

Quando se chega a sua casa, a felicidade se aflora em seu rosto. A timidez em nos receber, a forma simples de nos cumprimentar, o suave toque de suas mãos frias. A conversa é pouca e o aconchego da sala é grande. O olhar meigo disperso que se encanta com nossa presença. Fragrância da vida gostosa de ser vivida.

Há pouco, como por encanto, cadê a vó? Ruídos na cozinha, bacia nas mãos, receita de cor em sua memória, lembranças de ainda menina: um pouco de polvilho, tem de ser azedo, um ovo outro ovo, delicadeza na mistura dos ovos, água morna e uma pitada de sal, mexe mais um pouco e mais um bocadinho. Está pronta a massa.

Segredo ainda por vir. Duas panelas no fogão. Afirma: “Biscoito se frita em gordura morna”. Mostra marcas ,nas mãos , de seu aprendizado. O cheiro nos convida a sentar-se à mesa, e de repente ela surge com um sorriso, carregando um prato cheio de esbeltos biscoitos de multi formas e dourados, delícias para ser apreciado com café forte, café bom torrado e moído em moinho de ferro. De mansa voz, fala sobre a vida cotidiana, em Nosso Senhor que ilumina os nossos caminhos.

O tempo passa. Novas idéias, novos horizontes, novas tecnologia do século XXI. A receita do biscoito de polvilho não muda. Tem gosto de carinho da vó Ana, gosto do simples, da vida boa de ser vivida.

Obrigada vó Ana. Seus netos lhe agradecem.  
                                 
                                                                                                                          Paulo Knop

domingo, 30 de dezembro de 2012

Óbvio

Marcas do tempo
passado, presente
risco em um papel amarelos
escolhas sem volta
belas ou terríveis

O passado ficara para sempre
marcas que não se apaga
apenas certeza 
que ele não mudara

A lembranças do óbvio
a infalível regra da razão
aquela que nos encanta
que nos faz regozijar 
no alvorecer de cada dia 
de cada ano

       Que 2013 seja um caminho perfeito de paz e serenidade.

                                                                                                                 Paulo Knop <><  Dez  2012

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação

http://colunistas.ig.com.br/toquesdealma/2008/07/17/voce-sabia-o-simbolo-da-paz-esta-fazendo-50-anos/com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um Ano Novo.

Se ama, 
se compreende, 
se trabalha,
você não precisa beber champanha 
ou qualquer outra birita.

Não precisa 
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997.
                                                                      Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal



“Natal...
É a ternura do passado, o valor do presente e a esperança de um futuro melhor.
É comungar com as pessoas que amamos.
Desejamos  que em seu coração se encha de alegria e fraternidade e que cada caminho nos leve à paz.”
    
http://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-%C3%A1rvore-de-natal-abstrata-com-azul-ilumina-estrela-image16917970


  
Feliz Natal!
      
 12/12/2012

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Natal

Natal chegou     
Amigos e familiares reunidos 
Tempo de reflexão e confraternização
Alegria em nossos lares
Louvemos  ao Deus menino

Que  o Natal seja
de lembranças do passado,
esperança do futuro
ternura em cada olhar
de sua família.
 

São  os  mais sinceros  votos.
                                      Feliz Natal.
                                                    Paulo  Knop e família

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sorte

http://www.ac.trf1.gov.br/e-cultural/200809berthlins/slides/Sorte.html

Sorte...
O que definimos como sorte?
Estar vivo?
Ter saúde?
Ser feliz?
Acordar a cada manhã?
Acreditar em Deus?
Ter paz de espírito?
Ter uma boa esposa?
Ganhar  muito dinheiro?
O encontro da imaginação com a realidade?
Nos fazemos. A nossa sorte?
Ter amuleto que nos traz sorte?
Ter um numero?

O que  é a sorte?
O girar da roleta
do dia a dia
não cabe a nos definir
sorte ou azar
faz parte do jogo.
Viver e ser surpreendido.
A sorte está lançada.

                                                            Paulo Knop 12/2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Emudeço



Quando a resposta silencia

quando mentira aguarda
quando o ar parece pesado demais
para fluir entre nós.

Só o vazio das horas
Só, vendo a vida passar
Só o silêncio como resposta

Palavras à deriva
escorregam enquanto passa
a chuva sem fim

Imagens de luz
dançado diante de mim
pensamentos se movem

Excitante e convidativo
amor eterno sem limite
brilha ao meu redor
Refaz a vida 
em momentos óbvios.        
                                                                          Paulo Knop

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Apenas nada


 
penso que sou nada.
ser nada
me agrada
sou pleno nada
nada  superior
nada  inferior
apenas nada
apenas alguém
apenas   íntegro
apenas
nada comparável
nada preconceituoso
um reflexo
                                                    de nada


                                    Paulo Knop

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Em Segredo.



Segredo escondo
no silêncio da alma
palavras tímidas
em reflexão

Em meu intimo
compartilho emoções
absorvo o alheio
envolto em devaneios

Lhe entrego por inteiro
mostro minha alma
e pra você
eu choro
imploro
teu encanto

Pela janela eu grito
mas você
não me ouve
não me escuta
me ignora

Sem a sua presença
não há brilho
não há esperança
em  segredo escondo
                                                                    Paulo Knop - 11/2012



sábado, 10 de novembro de 2012

Apocalipse dos Anjos


http://wilmabarsotti.blogspot.com.br/2011/10/duas-flores-amarelas.htmlHoje
Não cantaremos o amor
nem cantaremos ao ódio
cantaremos ao medo

o medo que se aflora por dentro
o medo de mãe
o medo da mentira
o medo das igrejas
o medo da morte
o medo que não se pode enterrar
o medo do mundo

Depois de morremos de medo
nascera em nossa sepultura
                                                               flores
                                                               flores amarelas
                                                               amarelas de medo    
                                
                                                                      Paulo Knop <><  Nov 2012

"Inspirado poema deCarlos Drummond de Andrade"