sexta-feira, 3 de junho de 2016

Cozinha

                                                                           Os aromas se misturam
Doce banana com canela e mel
Galinhada no fogão
Cebola e alho um pouco de pimenta
Lenha que queima devagar
Fragrâncias e sons se perpetuam

Lembranças à deriva
Ternura em cada ato
O prazer que se compartilha
Assim se faz um prato
No calor das recordações
Com cheiros e sabores
Alimentos da saudade

                                 Paulo Knop  <>< 11/04/2016  

terça-feira, 17 de maio de 2016

Alma Peregrina

Alma peregrina
Divaga nas tormentas
Dos cominhos difusos
Sentimentos abstratos
Dos pecados cometidos
Dos rancores guardados
Culpas e mágoas

Buscai o perdão
O caminho de quem ama  
Sentimento da cura
Da paz
Da reconciliação
Com si mesmo
e com os outros  

                                  Paulo Knop <><  Fev 2016

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O Mundo de Cida

Imagine um mundo perfeito... 
As pessoas são boas
Não existe fome
Não jogam lixo na rua
Tudo belo. Ate mesmo o feio
Não gastam água à toa
Se comentem erro...
Sempre uma razão plausível

Perplexa com a maldade
Sempre solidária
Com as necessidades alheia
Emociona com abandono das crianças
Sua lagrima rolam em silêncio
Não aceita a maldade e o sofrimento
Só podemos viver felizes
Compartilhamos tudo

Gostaria de viver neste mundo seu
Todos são bons aos seus olhos
Todos tem uma razão
Tudo é tão simples
Todos acreditaram em todos
Falam baixo e gostam de boa musica
Tudo perfeitamente perfeito... e sonhos se realizam
Que mundo inaudito extraordinário

                        Paulo Knop  <>< 11/04/2016

terça-feira, 15 de março de 2016

Indizível Emoção

Lembrança de tudo
Preludio  feliz
Nada para esquecer
Parece que foi ontem
O olhar... O desejo
Indizível emoção 
O prazer de estar
Adoro você
Eu sei eu saberei
Até quando há lágrima
Sem palavras contemplo
Tudo que representa
Coexistir viver
Amor para sempre
Se ontem hoje ou amanhã
A vida a passar
Tempo que se tem
É pra viver
É agora
Hora melhor
Não ha
O futuro
É realizar o agora

                                                       Paulo Knop <>< Março 2016

terça-feira, 8 de março de 2016

Finitude

Ensinou a vida
Eu sei
Aprendi amar
Viajei no mundo 
Sonhei

Chorei de amor
De amor delirei
Fiz castelos em quimeras
A realidade ensinou
O bruto viver

Minha voz
Gritei
Em delirantentes paixões
Anseios diversos
Poder que tudo pode

E assim em fim
Acordei
Minha voz sumiu
Permanecem as lembranças
Podres e vazias

Já não tem planto
Pois não se pode arrepender
Não tem mais tempo
Não tem mais vida
Fica a ilusão
Que tudo podia
E nada fiz
                     
                     Paulo Knop <><   Mar 2016


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Em Fim

            
             
               poeira do tempo
               sem esperança
               a girar a girar
               turbilhão sem fim
               labirinto de recordações
               meus olhos se perde
               em um universo
               sem culpa sem meias culpas
                fica a cumplicidade da solidão
                acalentando sonhos desfeito       
                presença ausente da saudade
                ... em fim


                                                           Paulo Knop <>< Fev 2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Crise? Que crise? ... Crise mesmo é a hídrica, que se anuncia.


 Provavelmente todos já ouviram dizer que a água será a causa das guerras futuras. E que a primeira região que vem à mente é a árida região dos países árabes. Por incrível que pareça, o país conhecido como a caixa d'água do mundo é que poderá vir a ser palco de conflitos pela água. Só em Minas Gerais, a caixa d'água do Brasil, já foi detectada mais de 55 conflitos por falta de água, em regiões onde, cursos d'água até então perenes, desapareceram. Cami­nhões-pipas distribuem água escoltada pela polícia para impedir saques. Nos parece cena de filme catástrofe. O que nos assombra, é que esse precioso líquido, que nos serve para nosso banho, irrigar nossos alimentos, abastecer nossas indústrias e mover nossas usinas se faltarem, pode nos aniquilar.
Essa é a verdadeira crise, e que está se aproximando tão rápido que as pessoas ainda não se deram conta de sua gravidade.

Síntese: Editorial Revista Caminhos Gerais – Mario Carvalho Neto


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Existir

Às vezes juntos  
às vezes separado
às vezes perto
às vezes longe
às vezes conduzimos
às vezes conduzido
às vezes sim
às vezes não
às vezes claro
às vezes escuro
às vezes triste
às vezes contente

Assim se segue
capricho do mundo
de não sabermos o que virá

                                            Paulo Knop <>< Nov  2015

Chega o tempo de ser
Chega o tempo que a vida ...
É viver
Apenas viver

                                                                                         

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Contemplação

Contemplei a vida
pensei o que é possível lembrar
era apenas nós dois
lembranças do bem e do mal
e dos desejos e do amor
fragmentos de luz

Roda o mundo
o tempo sempre a rodar
o sonho aconteceu
o amor acima de tudo
se isto não é amor
não saberei dizer 

Simplesmente vivemos
juntos caminhamos
sorrindo chorando
assim cada dia mais forte
o desejo por você
Assim o mundo gira

Sem perceber
o mundo ficou para traz
só restou eu e você
temos tanto juntos
tanto para a sonhar
e o  tempo... Nunca é demais
                                                   Paulo Knop <><  Nov 2015 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Possessão


Tenho medo desse amor
Amor possessível
Que não se venera
Que não se respeita
Despreza a si e o outro
Não se reflete as palavras

Amor não é posse
Não se adquire amor
Se conquista o amor
Se sente, se pensa se lembra
Desejo. Fulgor de sempre juntos
Compartilha-se o amor

Porque o medo da perda?
Se somos um
Somos feitos um pro outro
Compartilhamos sonhos
Se somos cara metade
Não é assim que se diz...     
                   
O que temes?
A morte
A sombra do abandono    
A indiferença 
A insegurança
A solidão

Ou...

Perda de uma aquisição
Que não pode ser compartilhado
Sempre de prontidão ao desejo
Onipresença do submisso
Isto não é amor
Isto é...  Obsessão 
                                                                          Paulo Knop <>< Nov 2015




sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Rancores

Nossos olhos
Já não se cruzam
Baixo se perde ao relento
Já não diz.  Já não ouvem
Rancores ficaram
Só ele nos acompanha
Só ele para unir-nos

Erros cometidos
Talvez por inocência
ou simplesmente comentemos
Sem intensão de magoar
Ingênuos erros ─  Agora
Afoitos da juventude
Estes ficaram mais,  que os...

Momentos alegres... E que alegria
Já não faz mais coro
Já não faz parte
De nossas vidas
Ficaram os rancores
Maldito rancores
Parecem inesquecíveis

                                                  Paulo Knop <>< Out 2015

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Aprender a Ver


         abrir os olhos 
         aprender olhar
         com olhos da alma
         sentir calma 
         sentir paz
         acalentar paciência
         privilegiar o espirito
         como uma dadiva
         da benevolência
         sair do mundo que se vive
         flutuar em devaneios
         em vôo sem fim
         achar o caminho suave e verde
         verte apenas...  a si
         nesta  imensidão 
         que só a ti pertence
                                                                                                                                                                                      Paulo Knop <><  Out 2015

sábado, 17 de outubro de 2015

ALGUÉM

alguém como eu
alguém como você

sofreguidão dos instantes
sufocado pelas palavras 
já não se diz 
acende a chama
cúmplice nos desejos  

eu e você 
você e eu  
inteiro em um

alguém como eu
alguém como você

                                       Paulo Knop <><   Out 2015

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Tempo um Vôo

  Tempo tempo  tempo...
     devorador  das coisas
        tempo passa
           o tempo é um vôo
              corre o tempo
                la se foi o tempo
                 eu não vi o tempo passar
                   antes não tinha tempo
                      hoje tenho tempo
                        não há mais tempo
                          os sonhos se foram com o tempo
                             ficaram as lembranças
                               que o tempo não desfaz

                                           Paulo Knop <>< Out 2015

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Remorso

A certeza do erro cometido
Caminho sem volta
Solidão do espirito
A dor que não se cura
Dor que desespera
O tempo não atenua
Estupidez maldade alheia

Envolto em ânsias e dúvidas
Contrito incapaz...
de ser benevolente com si
Desolado tormento da alma
a culpa e angústia dos atos
que  não pode ser desfeito
Apenas deixam cicatrizes

                          Paulo Knop <><  Out 2015

sábado, 26 de setembro de 2015

Seiva da Terra


Que delícia
o sabor da água

Que maravilhoso
o cheiro da água

Que beleza
a cor da água

Mas...
água não tem sabor
água não tem cheiro
água  não tem cor
e não temos... Água

                                                 Paulo Knop <>< Set 2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Amamos

     
     Amamos...
     Às vezes a vida inteira
     Simplesmente amamos
     Amamos o sol
     Amamos as flores
     Amamos a paz
     Amamos o outro
     Amamos nós
     Amamos as Marias
     Amamos filhos
     Amamos plenamente...
     Isso nos basta
     Não importa se recíproco
     Não é uma questão de escolha
     É amor, apenas amor
     Simplesmente assim
     Amamos...

                                   Paulo Knop <>< Set  2015

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Ódio


O mais primitivo
dos sentimentos
Instinto pernicioso
Destrói a si e aos outros
Avassala a alma o mais que pode
Antiga sina da humanidade

Verso e reverso da paixão
Veneno que nos consome
Fere-se e é ferido para ferir
Mal sobrepõe o bem avesso do amor
Cólera cega dos atos
Não sabemos o resultado de sua ação

Insano nos abstrai da razão
Sem culpa... Sem medo
Sem compaixão
Se mata destrói vidas
Por medo por raiva ou discriminação
Se odeia... Porque lhe falta inteligência

                                              Paulo Knop <><  Set 2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Momentos de Mim

Buscar apenas resgatar
Tentar viver aquilo
que espontaneamente 
emanava dentro de mim
Por que isso é tão difícil
manhãs intermitentes 
noites de profundas
inúteis pensamento 
hipócrita lucidez

Fantasias e idealizações,
concretas conjunto de regras
supostamente harmonizam
que por ônus o reles ser
Havia dias  singelos e peculiares 
Imaginários...  
os momentos de solidão 

Outros dias, ao contrário
eram carregados de peso
inconformismo misturados a indignação
Mesmo assim se caminha
entre levitações e rastejo
se procura se vive se sonha

                                       Paulo Knop <>< Agosto 2015

sábado, 11 de julho de 2015

Crepuscular

Hibernamos
escondemos
absorto
em sombras do passado

 Temos medo
do desconhecido
da marte
enfim da vida

Ficamos atônitos
atordoados
esquecemos
do livre árbitro

Quem vive no medo
vive um mundo pequeno
onde pode controlar
onde  se pode esconder

Braços alto
dizemos adeus
a tarde  que se carboniza
Em silêncio...  Vôo em devaneio
                         
                                          Paulo Knop <>< Julho 2015


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Adágio: O Livro em nós.

Se pegarmos uma banana e colocarmos em uma bandeja e ali a deixarmos com o passar do tempo ela estragaria, ficaria preta e não serviria para mais nada. Agora se a comermos, ela ficaria dentro de nós, nos alimentaria e poderíamos leva-la a qualquer lugar, passaria a fazer parte de nossa vida.
Desta mesma forma é o livro.
 Se deixarmos encostado em uma mesa, pode ser o livro de capa mais linda, com o passar do tempo, suas páginas ficariam amarelas, apodreceriam e ele estragaria e não nos serviria para nada.
Se agora lermos este livro  ele ficará  dentro de nós. Originará a sabedoria e com ela poderemos ir a qualquer lugar deste e de outros mundos, teremos, então, o conhecimento. 
Assim a sabedoria fará parte de nossa vida, e poderemos levá-la a qualquer parte.

     Ouvi em algum lugar.
                                        Paulo Knop  <><  Julho 2015 

sábado, 27 de junho de 2015

Para Sempre

Eu prometo
Amar-te avidamente
em todos as suas formas
Agora e para sempre

Eu prometo
Te ajudar e te compreender
Amar a vida e sempre te abraçar
Com carinho e ter paciência
que o amor exige

Eu prometo
Falar quando as palavras forem necessárias
E não falar quando não forem
A concordar e discordar
Viver no aconchego de seu coração
E sempre chama-lo de lar

Eu prometo
no fundo de minha alma
que  este amor é único nesta vida
Que as tribulações que teremos de enfrentar
não nos impedira de ficarmos juntos

Eu prometo
Nunca esquecer que palavra nunca
Significa... Para sempre juntos

Casamento Filipe e Flávia. Felicidades.

                                                     Paulo Knop <><  20/Junho/2015


sábado, 6 de junho de 2015

Apenas Palavras

Palavras... Palavras
Mal ditas palavras
Fere como farpas afiadas
Esqueça...
Tudo pode ser esquecido
Verbos nefastos insanos
Trouxe tormentas adormecidas
Mórbidas lembranças
Pungindo nossa alma
O que foi dito esta dito
Não se volta
se perdeu ao vento
Esqueça os mal-entendidos
não temos mais tempo
Olvidaremos aqueles momentos
O que importa é o sentimento
Nada mais importa
Palavras... Palavras
Bem ditas se sente na alma
Somente elas valem
Nos faz regozijar a cada momento

                                                 Paulo Knop  <><  06 junho 2015

sábado, 9 de maio de 2015

Dia das Mães














Mãe é um ser divinal
Ser Mãe é uma dadiva
Divindade em formar ser

Criatura alguma sabe
o que é ser Mãe
Só se sabe quando se é Mãe

Só o amor materno
suplanta todos os outros sentimentos

Sem palavras para descrever
Sem palavras para agradecer

Só o amor de Mãe
explica o que sinto neste dia.

                                 Paulo Knop <>< Maio 2015

terça-feira, 5 de maio de 2015

Mãos de Mãe

Milagre da vida
Mãos dadas a te cada dias
Te alimenta e te acariciam
Mãos que juntam para rezar

Mãos que aplaudem a cada passo
Mãos que corrigem
Mãos que perdoa
Mãos divina

Sem essas mãos não existiríamos
A humanidade esta em tuas mãos
Mãos que renova a esperança

Uniremos as mãos
para agradecer essas mãos
que nos carregam por toda vida
As mãos de Mãe.

                                         Paulo Knop <>< Maio 2015