terça-feira, 14 de abril de 2015

Irmãos

Gerados com o mesmo amor
Vivenciamos pulsação de vida
mesmos momentos de angústia
de alegria e temores

Somos Irmãos...
Irmãos são feitos assim
mais emoções que veias
maior do que tudo, 

igualmente amigos

Como podemos?
Fazendo parte da mesma mão
e sermos dedos tão diferentes
Mas unido nos mesmos ideais

Mesmo  longe mas sempre juntos
Suas alegrias minha alegria
Suas lágrimas  são as minhas
Não importa o que venha na vida

Somos feitos assim
mais alegrias que lagrimas
seremos sempre assim
Felizes por sermos...  Apenas irmãos
       

                                            Paulo Knop   <><   Abril 2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Casa velha

Contemplo ronceiros caminhos
me levam em devaneio
Desalento invade  alma
silenciosa  angustia
Murmuram sentimentos vazios
Um arrepio e muitas lembranças

A paz que acolá encontrava
Naquela casa, hoje velha
Onde as recordações se materializam
Pela força implacável dos odores
das sombras escondidas nas paredes
em cada canto desabrocham emoções

Sussurros perambulam pelos cômodos
Recordações de um tempo em outro tempo
reflexo de um espelho  em outro espelho
refletindo infinitamente
os espectros do passado
que não voltam mais

Tudo se foi ...
Restaram os escombros
cacos pedaços segredos
só a casa pertence
Ao relento vão morrendo
as velhas imagens
de uma velha casa.
                                  Paulo Knop <>< Abril 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

Desejo


                                                                            te desejo...  agora
a qualquer hora
te desejo
olhos absortos... distantes
assim  te quero
como te quero
te peço um instante 
iminentes caricias
sem primícias
assim te quero
não foi embora
o tempo não devora 
o desejo te desejar
assim mesmo
te venero
sem mistério 
como neste versos
tão banais
                                                                                  Paulo Knop <>< Março 2015

sábado, 28 de março de 2015

Domingo de Ramos

Cortejo peregrino
Aclamado com alegria e esperança
Chão revestindo com vestes e folhas
Palmeiras as mãos exalta as vozes
"Ave Rei dos Judeus"
"Hosana ao Filho de Davi"
"Salve o Messias"...
“Ele é justo, e trás a salvação”
Vem montado um jumento símbolo da paz
Assim Triunfante entra em Jerusalém
a uma semana da pascoa
Com desconfiança e inveja
os mestres das leis Judaicas
não O veem com bons olhos
Nas sombras o conluio para condena-Lo
Não sambem os hipócritas
que o reino não é deste mundo
É preciso renunciar a nós mesmos
Morrer na terra como o grão de trigo
para poder dar fruto ao terceiro dia 
                          
Narrativa bíblica   Paulo Knop <><  Março 2015

terça-feira, 24 de março de 2015

Outono

Havia luz
Havia claridade
Havia realidade
Havia felicidade
Havia brilho no olhar
Ardor nos rostos
Reluziam  sorrisos

Mas tudo...

Ficou em silêncio
O mundo ficou mudo
Ficou surdo
Extinguiu o sorriso
Já não há brilho
Já nem se olha
Ficou escuro            
Tristes  sombras
Vultos apagados
Tudo ficou cinza
A luz se apagou
Acabou o verão.

                                                   Paulo Knop <>< Mar 2015

quinta-feira, 19 de março de 2015

Velhos hábitos

a escuridão
que se aproxima
na noite em devaneio
a ilusão de tanto tempo
já não me diz nada

sobre a mesa
folhas amarelas
recordações de um dia
pontas de cigarro exalando
fumaça de lamúrias

inerte amarelada
cor do meu silêncio
rabiscos sem sentido
palavras despidas de adjetivos
completamente nuas

copos vazios
repletos de mágoas
olhos penitentes
lábios que choram
lembranças  que não se calam

dos velhos hábitos
ficam os rabiscos
palavras que já não dizem
que não se desfaz
com o tempo
                                                                   Paulo Knop <>< Mar 2015

sexta-feira, 13 de março de 2015

Dito sem sentido

Eu vou te contar 
palavras são palavras 
nem se percebe ao dizer
você me conhece    
cada um é cada um

As vezes eu tenho que gritar 
isso porque  é meu jeito de ser
você está ai ... ouça-me 
é apenas um grito de desabafo
ressonâncias de nossas fantasias   

A sedução me escraviza a você
ao fim de tudo 
você permanece comigo 
mas preso ao que criamos
e não a mim.

E quanto mais falo sobre a verdade 
um abismo maior nos separa.
jogo perigoso  que a vida joga
busca do chegar ao limite possível
através da aceitação e do reconhecimento

O que existe
entre eu e você
eu quero que você me veja
me dispo do orgulho
lhe mostro inteiro 

Me delato e tu me relatas
e nos acuso e confesso
nos livramos das palavras
das quais são apenas palavras
e assim você se despe
                                                   Paulo Knop <><   Março 2015

segunda-feira, 9 de março de 2015

Coexistir

nada de bom dia
não se falou a noite
mão se fala ao dia
sem olhar nos olhos
amargos sentimentos
contrito  no  peito
a vida  é assim
não se tem utopia
um dia atrás do outro
amarguras desilusões
alegrias as vezes    
recordamos quando às tivemos
pena que acabe assim
um ao lado do outro
acordo silencioso
sem ódio  sem  mágoas
somente  desilusões
perpetuas lembranças restou
saudade desse tempo
coisa da vida
em fim velhos
enfim distante
juntos  acalentamos 
tácitos  momentos 
                                           Paulo Knop <><  Mar 2015

segunda-feira, 2 de março de 2015

Contexto

Sem sentido
Palavras são ditas
Palavra oculta
Sente culpa
Nada diz
Palavra parida
Da própria vida
Palavra  sem nexo
Desconexo
Universo complexo
De sonhos dispersos.
Felicidade é breve
Nada dito
Maldito o que foi dito
Sem sentido
Sorriso inerte
Não é agonia.
Palavra desgarrada
Metáfora inventada
Que diz nada
Alma a latejar
As palavras a jorrar
Esvaziada apressada
Sussurros de solidão
Degrada desesperada
Sentimentos  abstratos
Nada condiz
Não se diz
Sem palavras
Se vive silente
                                            Paulo Knop <><  Mar. 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Elegância


Um dom esquecido 
Sem uso nos dias de hoje cada vez mais raro
Vai muito além do correto
Nos acompanha em todas as horas
Não é uma imposição obrigatória
Difícil de ser ensinada...  A elegância


É possível detectá-la nas pessoas
que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam
Em cada ato de seu comportamento
Não usam um tom superior de voz
Não sentem prazer em humilhar os outros.


O elegante não se exalta, harmoniza
Fazem algo por alguém, e este alguém jamais saberá
Retribui carinho e solidariedade
Silenciam diante de uma rejeição
Estima a amizade e as qualidades dos outros


Elegante não se demonstra
Está sempre bem consigo e com os outros
Sempre sorrir
Solidário a todos momento
Nos fala com ternura em cada olhar

Gentiliza, simplicidade, cordialidade não custa. É muito elegante e faz bem a alma

                                                                            Paulo Knop  <><  Fev. 2015
 Baseado texto do Livro: "Educação Enferruja por Falta de Uso",
de Henri Toulouse Lautrec, pintor francês do século XIX.      

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

“Carnes Vallis”.

Hipócritas sambando em festa na  terra  do  “Carnes Vallis”.
Cantando, ignorando os dissabores que não veem na realidade , se festem de mascaras e fantasias e desfilam na rua da orgia. Ninguém pensa, ninguém viu, ninguém sabe.
“Esquindô  esquindô ... olé olé  olá ” São apenas quatro dias inconsequentes!
Não se responsabilizam pelos atos como se não houvesse amanhã, se esquecem lei da semeadura  e  colheita, tudo que você plantar no carnaval,  você vai colher  nas cinzas do amanhã.
Isto não se pode olvidar .
Ate quando viveremos nesta fantasia?
                                 Paulo Knop <>< Fev. 2015

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Aprendi...

Aprendi... ser  o que sou
Aprendi tentando ser o que não sou
Aprendi o que importa é não importar
Aprendi com os acertos
Aprendi com os erros
Aprendi que ouvir... é  melhor que falar bonito
Aprendi a não ser perfeito
Aprendi achar erro no perfeito
Aprendi achar bonito o que não é perfeito
Aprendi... a não ter medo
Aprendi a ter coragem defrontar com vida
Aprendi com a vida cair e levantar
Aprendi... a não ter preconceitos
Aprendi que pessoas são felizes e tristes
Aprendi que se tem viver o momento
Aprendi... que religião tem a ver com bondade
Aprendi não ter vergonha de mudar
Aprendi que pessoas mudam... porque estão vivas
Aprendi que todos têm coisas boas e ruins
Aprendi que amar vale apena
Aprendi que amar... é respeitar incondicionalmente
Aprendi compreender que diferentes é simplesmente diferentes
Aprendi que ser gentil é muito mais fácil... e isso é imutável
Aprendi com ontem, com hoje e aprenderei amanha
Aprendi que tudo é possível... Se dispor a aprender

                                                                Paulo Knop <>< Fev. 2015

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Consternação

a te concebo a ideia
a te concebo a realidade
que me jugues, e te serás jugada
inconcebível realidade
nada nos retrata,  tudo nos humilha
dolorosa  concepção de ser
somos o que somos
nada se pode fazer
se o que importa
afinal  o que importa
contrito  em um mundo obscuro
não sabemos a razão
nada sabemos e tudo sabemos
indigna pessoa que sou
obscura realidade que  me encontro
saber qual será o sentindo
de um mundo dentro de outro mundo
não serei eu ou serei a sombras do próprio ser
que se propôs a ser
indefinida consciência
de ser o que nunca fui
sou eu hipócrita ou benevolente ser
apenas mais um apenas ninguém
não há o que lamentar
tudo chega ao fim
                                               Paulo Knop <>< Jan 2015
  

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Apenas me disseram

O que disseram? 
me disseram que é preciso
posso dizer o que disseram
se disseram ou não disseram
o que disseram na embriagues
ou se escutei o que disseram
se nada disseram
e se tudo disseram
se um dia disseram

O que posso dizer?
posso dizer o que precisa
posso dizer o que precisa ouvir
posso dizer o que beberam
pode dizer o que cheiravam
o que viram na escuridão

Apenas me disseram
que a verdade e a mentira
é a escolha do que você quer ouvir
depende de quem diz
depende de acreditar

Apenas me disseram
a  culpa e de quem oculta
quem duvida tem culpa
assim me disseram

                                          Paulo Knop <>< 13.01.2015

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Cobiça do homem

A cobiça do homem...
Errante peregrina
Denigre destrói famílias
Usa de todas as armas
Para apoderar da nossa alma
Dos mais puros sentimentos

Se não é teu é dos outros
Então porque deseja-la ?
Idolatria cruel, do que a te não pertence
Ganancia voraz que corrompe
Arrogante pejorativo
Espirito tragada pela cobiça

Volúpia cruel
Êxtase cada novo desejo
Sou o que tenho, ter é melhor que ser
Sede que não sacia, veneno sem cura
Fica apenas vazio da conquista
Sem êxito, sem mérito, só... Cobiça
                                                                     Paulo Knop <><   Jan 2015

domingo, 18 de janeiro de 2015

Se Perdeu no Silêncio


Me diz...
O  que se perdeu no silêncio
Sem saber o que foi dito
Você me diz
Palavras soltas ao vento
Engole em falso
Atira  argumentos  sem direção
Atropela as sílabas
Se perde o sentido
Sem meias palavras
Se vai ao planto
Perambulando  a procura da metade
Se arrasta no chão sem encontrar
Infinita busca da metade que ficou perdida
Se é  proibido sonhar....
Então me deixe lembrar das palavras
Que foram  ditas, se o  que ficou não foi dito
Fica a ilusão do que somos enfim

                                                                                                                                Paulo Knop <><  14/12/201 14


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O Tempo

O tempo...
Inexorável tempo
Tempo de olhar
com os olhos da alma
Refletir nas brumas
que o tempo afável
nos leva em devaneio

Tempo que limita o tempo
Devora os sentimentos
as alegria e tristezas
O tempo cura tudo
Mas não devora a saudade
de outros tempos

Ah... O tempo...
Quanto tempo faz
me faz perceber
neste elo infinito
Que a cada dia a cada ano
tudo começa  de novo   
e assim... Se passa o tempo
                                                                                  Paulo Knop <>< Jan 2015 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Mensagem de Final de Ano

                                                                      Quem disse ?
Que vai ser diferente...
Teremos alegrias
também  tristezas
Mas o que importa é
estarmos  vivos, felizes
Juntos repetiremos
Felicidade... 
a todos e para todos 
Feliz 2015

                                                                                               Paulo Knop <>< Dez 2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Pensamentos Filosóficos...

Tribulações...
Sofrimentos, angústias e medos...

Lembrar  que  Deus  não nos causa
dores, males,  infelicidades.
Deus nunca  faz o  mal.
Deus é sempre em nosso favor.
Ele é o bem, o sumo bem.
Nele não sombra de mal.
Nossos males vêm  de  nossos pecados,
dos atos malfeitos, do mau uso de
nossa  liberdade e inteligência.

O sofrimento... 
pode ser caminho para superação.
Mesmo o maior sofrimento e angústia
temos certeza do amor misericordioso,
de sua benevolência de quem nos ama
nos eleva no caminho da salvação.
                                                                        Paulo Knop <><  Dez  2014


*** Reflexão Texto: “ O Sentido de Nossas Tribulações Terrenas” -  Cardeal Dom Cláudio Hummes. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cartão de Natal





Chegou o Natal...
União de todos em uma conspiração de amor.
Acreditar no outro, dividir sonhos, receber e entregar alegria.
Que a Paz e a Harmonia seja a luz, que ilumina vossos caminhos.

São os votos de Paulo &  Cida.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Amo porque te amo

Amo porque te amo
Amar-te
foi tudo que sempre quis
Amo porque te amo
Teu jeito de ser
De apenas... Ser assim
Amo porque te amo
Teu nome
Teu olhar
Suas formas
Amo porque te amo
Parque amar-te...
Foi o que sempre quis
Apenas te amo
Quantas vezes necessárias
Repetirei... Aclamarei a todos
Porque amar-te
foi sempre o que sempre quis.

                                                    Paulo Knop <>< 28/11/2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Cicatrizes

Reflito a imagem
o tempo não espera

palavras se calam
ficaram as cicatrizes 

em voos se foram
sonhos do passado

ficou ilusão escondida
na  noite escura

janelas entreaberta
passado em sombras

abro as cortinas
olhos que  contemplam

paisagens guardadas
apenas em lembranças

despojadas jogadas
em um canto qualquer

em um mundo
em outro tempo

que não é meu
mas mesmo assim... Se vive

                                                          Paulo Knop  <>< 13/11/2014

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Ilusão

Se eu lhe pedisse
Se eu lhe implorasse
Se eu pudesse dizer
Os desejos guardados
Ocultos desconexos

Talvez apenas talvez
Sorrisse...
E sorrindo disseste...
Sim...
Apenas uma  vez

Quantas noites em silêncio
Quanto tempo vai durar
Preciso  esquecer
Preciso refazer
Preciso desfazer
Da ilusão da tua presença

                                                            Paulo knop <><  11/ 2007