domingo, 28 de abril de 2013

Nosso Amor.


Certa vez
quando tudo
parecia para sempre
estava com você
Você se lembra?

Você se lembra?
Sob os cuidados da manhã
tudo nos pertencia

Você lembra?
Aquele dia amanhecendo
a manha era toda nossa

Você se lembra?
Quando longe estávamos
e na manhã
você lembra de nós
um acréscimo do outro

Você se lembra
uma vez
dia estava saindo
dentro de nós,
sonhos foram tecendo

Eu estava com você
eu estou com você
eu estarei com você

Com a certeza
de cada manha
simples assim

Paulo Knop – 11/04/2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O gosto da vida

http://joserosarioart.blogspot.com.br/2013/01/uma-obra-muito-especial.html

 “ Águas passadas
não movem moinho”

Rio que passa
nunca são as mesmas águas

Mágoas ...
que não são perdoadas
nunca são mágoas passadas

O amor é água doce
mágoas são águas salgadas
o gosto da vida
são as águas misturadas

Mágoas ...
momento perdido
perdido para sempre
nunca pode ser novamente

Sei o quanto significa
tudo o que se disse
tudo o que se fez
tudo são águas passadas

Arrombe a porta
que traz escondida
em sua nascente
o gosto da vida

                                                        Paulo Knop - 04/2013 
                               (Inspirada música Memória Das Águas - Maria Bethânia - Compositor: Roberto Mendes / Jorge Portugal)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Hálito



                      Este seu hálito
http://mg.quebarato.com.br/governador-valadares/casal-para-o-quarto-de-casal__39B7C.htmlsua mão em minhas mãos
a se enroscarem
se enamoram
este seu cheiro
fragrância de sina e desejos
seus cabelos
tua pele
tua cor
rubra  luz
envolve teu corpo
magia que fascina
encontro perfeito
sublime dança
ternura no olhar
a entrega por  inteiro
envolto no silencio
você me abraça
sons enchem o espaço
desaparecem as palavras
             com você  lado a lado
            a noite passa por encanto
       escuto o som alegre do teu riso
                lâmpada se apaga
                   alento nos leva
                      em devaneio

                                                                 Paulo Knop 04/2013


quinta-feira, 21 de março de 2013

Assim a deriva

O  rancor invade minha alma
um despertar de nada
um vazio profundo
peregrino em devaneio
me leva para o além
num oceano imenso
de desilusões 

Vejo o tempo a passar
devorador de sonhos
portas se fecham
penso que existo
porque assim
assim se vive
porque tem ser assim

Este rancor
este incógnito destino
apenas recordações
do que poderia ser
se assim fosse

Destino traçado
ódio de ter vivido   
labuta  cotidianas
esquecendo de mim
havia mundo
atrás de um mundo
e agora e agora  

Divago historias mortas
lembranças de outrora
nos cantos em avesso
me vejo sozinho
a deriva
envolto em abstrações  
                                                                                                      Paulo knop - 03/ 2013

domingo, 17 de março de 2013

A inveja

http://artodyssey1.blogspot.com.br/2010/12/mario-donizetti-mario-donizetti-23.html
 A inveja
nada  lhe agrada
a não ser
o que pode ser
tirado dos outros
O veneno alimenta
a cobiça sua razão
abominável e selvagem
insaciável busca do alheio
do querer por querer
Cega  histérica desprezível
invisível  fria - sem rosto
dilacera as virtudes
entranha nas almas dos puros
apenas por inveja
            Paulo Knop   03/2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

Tu mulher


http://pinturama.atspace.com/Abstrato_-_100_Quadro_-_Deusa_Themis.JPG
Es tu mulher
a flor mais sublime
luz que fecunda a razão
que aflora em todos nos
e nos traz ideal de vida

Tu mulher
de forma intensa, meiga e bela
trabalha, mas nem sempre ganha
se apaixona, mas também odeia
ver nascer, mas também vê morrer
vive para todos,  mas vive solitária
chora, ri, sofre e se diverte

És tu mulher
essência da vida humana
alma e coração
desencadear de emoções
em sua magia de amar
em seu universo é único
es absoluta

Não basta o dia
exaltar as virtudes e beleza
enquanto muitas são maculadas
ferem a carne
tiram o pão, matam os filhos
não querem apologia
exigem respeito
                                                        


                                             Paulo Knop  <><  Mar 03 /2013

sábado, 2 de março de 2013

A beleza em Si

http://surfwithberserk.com/smoke-art
Contemplar a beleza
as formas perfeitas e harmoniosas
apoteose dos sentimentos
a beleza que nos faz regozijar
a beleza o poder que encanta


Encantar-se  com a beleza
a beleza da benevolência
a beleza interior
a beleza da alma
a beleza da manhã 


Se fascinar com a beleza 

a beleza da mulher
em todo seu explendor
a beleza da arte no sentido mais puro
a beleza de um ideal simples e sereno
a beleza do caminho da bondade


Em te não perderás a beleza
a beleza oculta
a beleza em si
que está em si
basta descobri-la 
 
                                                                       Paulo Knop -  03/2013      





Descobrir a beleza da harmonia    
 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Banalidade da Marte

Banalizaram a morte. 
Simplesmente se mata. 
Se mata com ou sem motivo, por sete reais, por quebrar um para-choque ou um retrovisor, se mata eletronicamente nos games. Nos filmes ,quanto mais morte, melhor. 
Mata-se com os carros importados, se mata pela displicência em duas rodas, se mata por timidez ou por razões que a própria razão desconhece. 
Apenas se mata. 
Mata-se por dinheiro, por diversão, por torcer por um time de futebol, ou se deixa queimar jovens vidas, apenas por diversão.
Irracionalmente se mata, por corrupção, por desamor pela vida  e pelas pessoas.
Se mata de medo ou se mata pelo medo de morrer.
Não se pensa no matar, no tirar a vida, nas famílias, na perda abominável irreparável.
A morte dá lucro. Vende-se mais jornais, aumenta audiências nos programas de TV e nas rádios. Nas igrejas aclamam-na, a busca de mais 'fiéis' ou do perdão por toda eternidade. 
A morte não é solução para vingança, por ter raiva, ou ser traido, por sentir ciúme, pra se fazer justiça ou pelas desilusões que a vida nos traz.
Viver é deixar viver. Eis a questão. Viver não é sofrimento, não é temer a morte a todo instantes. Temos de ver a morte como apenas morrer no findar de uma vida, que se viveu em paz e deixar - nos morremos tácito.

                                                         Paulo Knop - fev/2013